Paris sitiada pelas tropas alemães, foi afastada do mundo da moda. Com a rescessão e a escassez de tecidos e aviamentos, assim como o racionamento da mão de obra, a moda se tornou simples e prática. O costume das mulheres era o tailleur parecendo uniforme, com ombros largos e saia curta e estreita. Nessa época, voltou-se uma prática antiga: costura feita em casa com aproveitamento do velho e usado. Utilizavam tecidos alternativos como viscose, raiom e fibras sintéticas.
A saída para os estilistas era investir nos detalhes, já que os tecidos eram poucos. Usavam debrum em outras cores, bolsos falsos.
A alta costura se restringia às mulheres dos militares, como generais e comandantes.
Na Grã-Bretanha, o "Fashion Group og Gret Britain", comandando por Molineux, criou 32 peças de vestuário para serem produzidas em massa, com a intenção de fazer roupas mais atraentes apesar das restrições. O estilo ainda era o militar, com tecidos pesados e resistentes como o tweed. A calça comprida era prática e os vestidos imitavam uma saia com casaco.
Com o nylon em falta, as meias desapareceram dos armários femininos. As mulheres substituiram a meia-calça por meia soquetes, pernas nuas muitas vezes com uma pintura falsa, imitando uma costura.
O cabelo das mulheres estavam compridos e com a dificuldade de encontrar cabelereiros, usavam grampos para prender os cabelos em cachos.
O lenço em forma de turbante (variação do lenço de cabeça das mulheres que trabalhavam nas fábricas, que virou um símbolo da época de guerra em todas as camadas da população) foi muito usado, para esconder os cabelos danificados.
Com roupas tão simplificadas, as mulheres despertaram seu desejo pelo chapéu que era muito criativo. Grandes com adornos de flores e véu ou pequenos em feltro em estilo militar.
A maquiagem era improvisada em casa com elementos caseiros e muitos fabricantes recarregavam as embalagens dos cosméticos, pois o metal estava sendo usado na indústria bélica.
Os sapatos eram pesados e masculinos, como a plataforma tão difundida por Carmem Miranda.
Durante a guerra desenvolveu-se o read to work (pronto para usar), que mais tarde foi chamado pelos franceses como prêt-à-porter, que era a forma de produzir roupas de qualidade em grande escala. Com catálogos, os pedidos eram feitos e entregues em 24 horas.
Com o isolamento de Paris, os americanos criaram com mais liberdade sua moda. Criaram os conjuntos, que as mulheres podiam combinar entre si e criar novos looks.
Em 1944, com a libertação de Paris, a alegria volta às ruas. Os soldados traziam meias de nylon americanas e o perfume Chanel nº5 para as mulheres.
Em 1945, foi feita uma exposição de moda " Le Theatre de la Mode", para angariar fundos e confirmar a força e o talento da costura francesa. Como não havia material suficiente, tiveram que vestir pequenas bonecas moldadas com fio de ferro e cabeça de gesso, com modelos criados pelos grandes nomes da alta-costura. A exposição foi um grande sucesso, mostrando trajes dos esportivos aos de baile. Essa exposição rodou vários países.
Em 1947, Christian Dior aceita a sugestão de um fábrica de Lyon, para incentivar a indústria têxtil e inventa suas saias New Look, que gastavam entre 15 e 50 metros de tecido. Muitas mulheres sacrificaram lençóis e cortinas para ficar na moda. Depois de tanta rescessão e sacrifícios, as mulheres queriam voltar a ficar femininas.
O estilista também criou a saia tubo com sua fenda famosa para facilitar o movimento das pernas.
O estilo New Look durou tres anos e explodiu como uma bomba e os homens que acabavam de voltar da guerra adoraram o visual feminino, com a alegria dos babados e saias amplas, as cinturas de vespas, os bustos marcados, o fim dos overalls (macacões) e das linhas secas.
O estilo New Look marcou o fim de uma época e o início de outra.
Fonte de pesquisa:
Enciclopédia da Moda
Almanaque da Moda, Folha











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