quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Coco Chanel
Como escrevi no outro post sobre a moda na década de 20, não poderia deixar de citar um pouco mais da grande estilista da época: Coco Chanel.
Vai aí um pouco mais da história dela.
Nasceu em 1883 e morreu em 1971.
Nasceu Gabrielle Bonheur Chanel em Saumur, França.
Apesar de muitas dúvidas envolverem o início da vida de Chanel, acredita-se que tenha adquirido alguma experiência em costura e chapelaria antes de se mudar para Deauville, em 1910, para trabalhar em uma loja de chapéus.
Entre 1912 e 1914 abriu duas lojas, uma em Paris e outra em Deauville, onde confeccionava e vendia chapéus, blusas simples e soltas e camisas íntimas. As roupas de Chanel eram criadas para serem usadas sem espartilhos, sendo feitas com menos forro para ficarem mais leves e menos rígidas. Em 1914 ela já apresentou um vestido chemisier simples.
Em 1916 começou a fazer roupas de jérsei, um tecido barato usado anteriormente só para roupas íntimas. Mais tarde, a demanada deste tecido e de uma malha especial chamada kasha persuadiu Chanel a fabricá-los.
Em 1918 Chanel estava produzindo cardigãs e twinsets. Adaptou suéteres masculinos e lançou-os sobre saias lisas e retas.
Em 1920 lançou calças largas para mulheres, baseadas na boca-de-sino dos marinheiros, chamadas "calças para iatismo". Elas foram seguidas, dois anos depois, por amplos pijamas para praia, generosamente cortados.
A vida pessoal de Chanel chamava atenção, aumentando sua influência sobre a moda durante os anos pós- Primeira Guerra. Ela própria usava as roupas que havia adaptado de peças tradicionais masculinas: capa de chuva com cintos, camisas simples de gola aberta, blazers, cardigãs, calças e boinas macias. Suas cores preferidas eram o cinza e o azul-marinho, mas criou também a voga do bege.
Tornou-se uma personagem famosa, o arquétipo da Garçonne - seios pequenos, magra, usava roupas folgadas e confortáveis e um corte de cabelo curto, lembrando um menino.
Durante toda a década de 20, Chanel lançou uma idéia de moda após a outra. Combinou saias de tweed com suéteres e colares compridos de pérolas, transformou as japonas e as capas de chuva em trajes de moda e popularizou o pretinho.
Seu casaquinho cardigã sem gola era adornado com passamanaria, possuía bolsos chapados e era usado com saias de tweed até os joelhos. Seus vestidos chemisier simples traziam decote redondo, reto ou decote canoa, eram folgados, chegando ao meio da canela ou mais abaixo, e eram usados com cintos na cintura ou nos quadris. Outra inovação da época foram os laços pretos enormes, botões dourados em blazers, sapatos abertos e bolsas com correntes douradas.
Exerceu forte influência sobre as jóias, mostrando conjuntos elegantes de tweed usados com colares de pérolas falsas de várias voltas ou correntes douradas.
O seu perfume, o Chanel nº5 - tido como mais vendido no mundo-, foi o que a tornou milionária. O perfume foi criado em 1921 por Ernest Beaus a pedido de Chanel, que sugeriu : " Um pefume de mulher com cheiro de mulher". Dentro de um frasco art déco - que foi incorporado à coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York em 1959 -, o Chanel nº 5 foi o primeiro perfume sintético a levar o nome de um estilista.
Na década de 30 encomendou bijuterias elaboradas ao duque Fulco de Verdura, utilizando pedras falsas e semipreciosas em engastes ostensivos.
Em 1929, Chanel abriu uma butique em seu salão de Paris para vender acessórios: bolsas, cintos, lenços e bijuterias.
No ano seguinte foi para Hollywood desenhar roupas para diversos filmes da United Artists.
De volta à França em meados da década de 30, Chanel concentrou boa parte de sua atenção em confecção. Fechou seu salão em 1939. Em 1954, aos 71 anos de idade, reabriu-o e apresentou mais uma vez os conjuntos corretos que haviam sido sua marca registrada antes da Segunda Guerra Mundial. O mundo da moda ficou chocado ao ver a moda reciclada do período anterior à guerra, porém mais mulheres do que nunca, adotaram o conjunto Chanel e, na década de 60, ele havia se tornado um símbolo de elegância tradicional, usado (como na década de 20) com uma bolsa de corrente dourada e um colar de pérolas. O estilo perdura até hoje, em particular nos Estados Unidos.
Fonte: Enciclopéida da Moda
Vai aí um pouco mais da história dela.
Nasceu em 1883 e morreu em 1971.
Nasceu Gabrielle Bonheur Chanel em Saumur, França.
Apesar de muitas dúvidas envolverem o início da vida de Chanel, acredita-se que tenha adquirido alguma experiência em costura e chapelaria antes de se mudar para Deauville, em 1910, para trabalhar em uma loja de chapéus.
Entre 1912 e 1914 abriu duas lojas, uma em Paris e outra em Deauville, onde confeccionava e vendia chapéus, blusas simples e soltas e camisas íntimas. As roupas de Chanel eram criadas para serem usadas sem espartilhos, sendo feitas com menos forro para ficarem mais leves e menos rígidas. Em 1914 ela já apresentou um vestido chemisier simples.
Em 1916 começou a fazer roupas de jérsei, um tecido barato usado anteriormente só para roupas íntimas. Mais tarde, a demanada deste tecido e de uma malha especial chamada kasha persuadiu Chanel a fabricá-los.
Em 1918 Chanel estava produzindo cardigãs e twinsets. Adaptou suéteres masculinos e lançou-os sobre saias lisas e retas.
Em 1920 lançou calças largas para mulheres, baseadas na boca-de-sino dos marinheiros, chamadas "calças para iatismo". Elas foram seguidas, dois anos depois, por amplos pijamas para praia, generosamente cortados.
A vida pessoal de Chanel chamava atenção, aumentando sua influência sobre a moda durante os anos pós- Primeira Guerra. Ela própria usava as roupas que havia adaptado de peças tradicionais masculinas: capa de chuva com cintos, camisas simples de gola aberta, blazers, cardigãs, calças e boinas macias. Suas cores preferidas eram o cinza e o azul-marinho, mas criou também a voga do bege.
Tornou-se uma personagem famosa, o arquétipo da Garçonne - seios pequenos, magra, usava roupas folgadas e confortáveis e um corte de cabelo curto, lembrando um menino.
Durante toda a década de 20, Chanel lançou uma idéia de moda após a outra. Combinou saias de tweed com suéteres e colares compridos de pérolas, transformou as japonas e as capas de chuva em trajes de moda e popularizou o pretinho.
Seu casaquinho cardigã sem gola era adornado com passamanaria, possuía bolsos chapados e era usado com saias de tweed até os joelhos. Seus vestidos chemisier simples traziam decote redondo, reto ou decote canoa, eram folgados, chegando ao meio da canela ou mais abaixo, e eram usados com cintos na cintura ou nos quadris. Outra inovação da época foram os laços pretos enormes, botões dourados em blazers, sapatos abertos e bolsas com correntes douradas.
Exerceu forte influência sobre as jóias, mostrando conjuntos elegantes de tweed usados com colares de pérolas falsas de várias voltas ou correntes douradas.
O seu perfume, o Chanel nº5 - tido como mais vendido no mundo-, foi o que a tornou milionária. O perfume foi criado em 1921 por Ernest Beaus a pedido de Chanel, que sugeriu : " Um pefume de mulher com cheiro de mulher". Dentro de um frasco art déco - que foi incorporado à coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York em 1959 -, o Chanel nº 5 foi o primeiro perfume sintético a levar o nome de um estilista.
Na década de 30 encomendou bijuterias elaboradas ao duque Fulco de Verdura, utilizando pedras falsas e semipreciosas em engastes ostensivos.
Em 1929, Chanel abriu uma butique em seu salão de Paris para vender acessórios: bolsas, cintos, lenços e bijuterias.
No ano seguinte foi para Hollywood desenhar roupas para diversos filmes da United Artists.
De volta à França em meados da década de 30, Chanel concentrou boa parte de sua atenção em confecção. Fechou seu salão em 1939. Em 1954, aos 71 anos de idade, reabriu-o e apresentou mais uma vez os conjuntos corretos que haviam sido sua marca registrada antes da Segunda Guerra Mundial. O mundo da moda ficou chocado ao ver a moda reciclada do período anterior à guerra, porém mais mulheres do que nunca, adotaram o conjunto Chanel e, na década de 60, ele havia se tornado um símbolo de elegância tradicional, usado (como na década de 20) com uma bolsa de corrente dourada e um colar de pérolas. O estilo perdura até hoje, em particular nos Estados Unidos.
Fonte: Enciclopéida da Moda
A Moda na Década de 20
Tudo que vemos na moda atual foi baseado em outras décadas. A moda volta, porém de uma maneira diferente, nunca é exatamente igual.
A moda é influenciada pelo momento atual que passamos, pela economia, pelos novos hábitos, etc.
Vou escrever um pouco sobre cada década para que a gente posso entender minimamente as tendênicas seguidas em cada estação.
A década de 20 foi quando começou a "moda" propriamente dita.
Foi uma época que as mulheres começaram a se libertar e a ocupar o mercado de trabalho. As mulheres conquistaram o direito ao voto e a primeira mulher no Texas conseguiu um cargo político.
Essa liberdade influenciou a forma de vestir. O espartilho foi colocado de lado e as roupas eram mais confortáveis, ousadas e sensuais.
Os lingeries dimimuiram de tamanho, mas não de importância,já que as mulheres gastavam metade dos seus salários em lingeries.
Com o sucesso do Charleston, uma dança que necessitava de liberdade para os movimentos, os vestidos ficaram com silhueta tubular e mais curtos, com braços e costas à mostra. As meias beges sugeriam uma pele nua.
A maquiagem constrastava com a pele bem branca. O batom carmim era aplicado em forma de coração, os olhos eram bem marcados e as sobrancelhas eram tiradas e delineadas com lápis.
O cabelo a "la garçonne" eram curtíssimos, fazendo as mulheres ficarem parecidas com homens.
O chapéu, que antes era um acessório exigido em todos os momentos, passou a ser usado apenas de dia e o modelo mais famoso era o "cloche", que ficava "enterrado" até a altura dos olhos, criando um ar de mistério e sensualidade, como vemos nos filmes da época.
A mulher sensual era sem curvas, seios e quadris pequenos e a atenção era para os tornozelos.
O cinema exercia, nessa época, grande influência e as artistas eram imitadas por todas.
Esta foi a década de uma das maiores estilistas de todos os tempos: Coco Chanel, que criou o pretinho básico, tão atual até hoje.
Outro estilista famoso dessa época foi Jean Patou, que se destacou na linha Sportswear usada nas quadras de tênis e nas ruas. Sua roupas de banho revolucionaram a moda praia.
Foi a era das inovações tecnológicas, da eletricidade, da modernização das fábricas, rádios e do início do cinema falado, que criaram, principalmente nos Estados Unidos, um clima de prosperidade sem precedentes, construindo um dos pilares do chamado "american way of life" ( o estilo de vida americano).
Toda euforia dos felizes anos 20, acabou no dia 29 de outubro de 1929, quando a bolsa de valores de Nova Iorque registrou a maior baixa de sua história. De uma dia para outro, os investidores perderam tudo, afetando toda a economia dos Estados Unidos e, consequentemente, do resto do mundo.
Os anos seguintes ficaram conhecidos como a Grande Depressão, marcados por falências, desempregos e desespero. Essa situação afetará a moda na próxima década, da qual falarei em outro post.
Fonte: Enciclopédia da Moda
A moda é influenciada pelo momento atual que passamos, pela economia, pelos novos hábitos, etc.
Vou escrever um pouco sobre cada década para que a gente posso entender minimamente as tendênicas seguidas em cada estação.
A década de 20 foi quando começou a "moda" propriamente dita.
Foi uma época que as mulheres começaram a se libertar e a ocupar o mercado de trabalho. As mulheres conquistaram o direito ao voto e a primeira mulher no Texas conseguiu um cargo político.
Essa liberdade influenciou a forma de vestir. O espartilho foi colocado de lado e as roupas eram mais confortáveis, ousadas e sensuais.
Os lingeries dimimuiram de tamanho, mas não de importância,já que as mulheres gastavam metade dos seus salários em lingeries.
Com o sucesso do Charleston, uma dança que necessitava de liberdade para os movimentos, os vestidos ficaram com silhueta tubular e mais curtos, com braços e costas à mostra. As meias beges sugeriam uma pele nua.
A maquiagem constrastava com a pele bem branca. O batom carmim era aplicado em forma de coração, os olhos eram bem marcados e as sobrancelhas eram tiradas e delineadas com lápis.
O cabelo a "la garçonne" eram curtíssimos, fazendo as mulheres ficarem parecidas com homens.
O chapéu, que antes era um acessório exigido em todos os momentos, passou a ser usado apenas de dia e o modelo mais famoso era o "cloche", que ficava "enterrado" até a altura dos olhos, criando um ar de mistério e sensualidade, como vemos nos filmes da época.
A mulher sensual era sem curvas, seios e quadris pequenos e a atenção era para os tornozelos.
O cinema exercia, nessa época, grande influência e as artistas eram imitadas por todas.
Esta foi a década de uma das maiores estilistas de todos os tempos: Coco Chanel, que criou o pretinho básico, tão atual até hoje.
Criou também vestidos de cortes retos, capas, blazers, cardigãs, colares compridos, boinas e cabelos curtos.
Foi a era das inovações tecnológicas, da eletricidade, da modernização das fábricas, rádios e do início do cinema falado, que criaram, principalmente nos Estados Unidos, um clima de prosperidade sem precedentes, construindo um dos pilares do chamado "american way of life" ( o estilo de vida americano).
Toda euforia dos felizes anos 20, acabou no dia 29 de outubro de 1929, quando a bolsa de valores de Nova Iorque registrou a maior baixa de sua história. De uma dia para outro, os investidores perderam tudo, afetando toda a economia dos Estados Unidos e, consequentemente, do resto do mundo.
Os anos seguintes ficaram conhecidos como a Grande Depressão, marcados por falências, desempregos e desespero. Essa situação afetará a moda na próxima década, da qual falarei em outro post.
Fonte: Enciclopédia da Moda
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
mulher que sabe valorizar o corpo
Temos aqui uma opção de visual para uma mulher que gosta de marcar a cintura, mas sem cair na vulgaridade.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
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